“A Menina que Roubava Livros”: o poder da leitura

Publicado em 4 de Março de 2014
por Welington Gonzaga
“A Menina que Roubava Livros”: o poder da leitura
# Cinema #
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“Apesar de todos os esforços, ninguém vive para sempre”, alerta o narrador logo no início do filme. E emenda: “o meu conselho é que, quando chegar a hora, não entre em pânico”. Quem faz esses conselhos? É a morte, personagem que todo ser humano conhecerá um dia.

Embora de início soe como sombrio, “A Menina que Roubava Livros” (veja trailer) não trata da morte, mas sobre a vida! Liesel (Sophie Nélisse) é uma garota adotada por um casal, na Alemanha de 1938. A menina não sabe ler, mas aos poucos é alfabetizada pelo pai adotivo (Geoffrey Rush). E se antes de ler Liesel já cultivava uma paixão pelos livros, após o domínio das letras o fascínio aumenta ainda mais.

Mas o acesso aos livros não é fácil. Na Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra Mundial, livros são queimados em praça pública, suásticas são ostentadas em escolas, casas e ruas. Viver com ideias próprias é perigoso e, assim, livros são como armas para enfrentar ideologias impostas.

Além do apoio do pai, Liesel conta com a ajuda da esposa de uma autoridade local e de um judeu (Ben Schnetzer) refugiado na sua casa para continuar seu apego aos livros. Quando é impedida de ter acesso à biblioteca particular da sua recente amiga, Liesel passa a pegar livros emprestados. Por ser escondido, de certa forma, é uma menina que rouba livros. O filme é baseado na obra homônima de Marcus Zusak (que vendeu mais de 2 milhões de exemplares no Brasil e 8 milhões mundo afora). A adaptação para o cinema, dirigida por Brian Percival, chegou a ser indicada ao Oscar 2014 na categoria melhor trilha sonora original (composta pelo recordista de indicações, John Williams).

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