Comunicação vira estratégia
na era da mobilidade

Publicado em 25 de outubro de 2016
por Welington Gonzaga
Comunicação vira estratégia <br>na era da mobilidade
# Stakeholders #
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As pessoas estão sempre conectadas à internet. Não importa se o indivíduo está em casa ou até mesmo em outro país, em momentos de diversão ou durante o trabalho, os dispositivos móveis permitem a comunicação durante as 24 horas do dia. As empresas podem aproveitar positivamente esse comportamento.

Não há dúvidas de que a evolução das tecnologias impactou completamente na comunicação ao longo dos anos. Hoje vivemos na era da mobilidade. As pessoas estão conectadas as 24 horas do dia através da internet móvel. Nesse contexto os públicos ficaram complexos e, ao mesmo tempo, simples. A complexidade está na modificação constante e infinita de seus gostos e interesses. Já a simplicidade está na facilidade do estabelecimento de um contato, na fidelização conquistada na esfera virtual e, principalmente, na objetividade corriqueira dos conteúdos bem sucedidos.

Os consumidores da era da mobilidade, ou seja, as pessoas que estão conectadas a maior parte do tempo através de seus smartphones e tablets são pessoas exigentes que andam com seus dispositivos em bolsos e bolsas. Tal conectividade aumentou demasiadamente com o advento dos aparelhos móveis. Mas isso não quer dizer que as pessoas aceitem toda e qualquer informação que lhes estejam disponíveis. Os conteúdos precisam ter relevância para captar a atenção de um determinado público. Conhecer esse público, então, é uma estratégia de sobrevivência institucional. Trata-se de uma necessidade que vale para todos os tipos de organizações, inclusive para os veículos de comunicação tradicionais.

Empresas, comércios, fábricas, lojas, cooperativas, enfim, todos aqueles que almejam sucesso devem conhecer seus públicos. A palavra em inglês que define o público estratégico é stakeholder (assista aqui ou no player abaixo a partir de 01:52 uma explicação mais ampla sobre esse termo). São grupos de pessoas que podem ter interesses em determinadas empresas, negócios ou indústrias.

Cabe aos profissionais da comunicação identificar esses chamados públicos estratégicos que possuem interesses comuns entre si. Um primeiro passo seria saber como as pessoas consomem informações no seu dia a dia e, assim, buscar a melhor alternativa para a transmissão de seu conteúdo.

As redes sociais facilitaram o relacionamento das organizações com seus públicos. Essa facilidade não se limita, por exemplo, à simplicidade na manutenção de um contato virtual. É inegável que os aplicativos dessas redes sociais possibilitaram um estreitamento na relação entre uma empresa e seus públicos. São mensagens, comentários, fóruns, chats, etc. Mas essas mesmas ferramentas, principalmente as redes sociais, permitiram que os indivíduos se mostrassem mais para as organizações. São algoritmos e decisões do próprio usuário que acabam reunindo as informações necessárias para as empresas.

As empresas ficam de olho nas tomadas de decisões dos usuários que são seus públicos em potencial. Para isso há uma monitoração constante. A mesma tecnologia permitiu ainda uma segmentação cada vez maior dos públicos. Há uma espécie de ramificação que divide os públicos em grupos e subgrupos até chegar à sua menor parte que seria a individualidade. As organizações exploram todas essas subdivisões de públicos.

Pelo que se observa na atualidade, a realidade foi além do que a ficção científica conseguiu prever no passado em relação à dependência tecnológica dos seres humanos do Século XXI. Hoje, na era da mobilidade, os dispositivos móveis tornaram-se extensões do corpo humano. Passaram a ser itens de necessidade básica. A maioria não se preocupa mais em sair de casa com uma garrafa de água, por exemplo, mas, sim, em sair com o celular com bateria em carga total. O desafio está em conseguir acompanhar as transformações coletivas e individuais dos públicos e, assim, atingi-los. Porém, mais importante do que fazer com que suas mensagens cheguem ao destinatário final, é fazer com que as pessoas sejam receptivas aos seus conteúdos.

Um Comentário

  1. Welington Gonzaga disse:

    Deixe sua opinião sobre esse artigo aqui nos comentários. O que você considera como prioridade das equipes de comunicação no trabalho com os públicos estratégicos? Como é possível identificar esses públicos? Compartilhe sua experiência ou seu case de sucesso no trabalho com públicos estratégicos.

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