PokémonGo: uma coisa boa ou ruim?

Publicado em 5 de agosto de 2016
por Welington Gonzaga
PokémonGo: uma coisa boa ou ruim?
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As coisas simplesmente existem no mundo. É o ser humano quem atribui as características boas ou ruins a essas coisas. As invenções, os objetos, as armas, os alimentos, as bebidas, as tecnologias, os jogos, enfim, tudo é transformado em coisa boa ou coisa ruim, a depender do uso que o ser humano faz.

Peguemos como exemplo a nova mania mundial que é o game de realidade aumentada PokémonGo. O jogo, que acabou de ser lançado no Brasil, não tem nada de negativo. É apenas um novo produto que chama a atenção pela proposta inovadora de transformar o mundo real numa espécie de cenário de game, onde os personagens ficam espalhados entre as pessoas. O objetivo de quem joga é capturar essas criaturas com o uso do celular.

Os entusiastas defendem que PokémonGo garante diversão através da caça às criaturas digitais espalhadas pelo mundo real e, ao mesmo tempo, faz com que os gamers – estereotipados, na visão de muitas pessoas, como aqueles jovens que ficam com os olhos secos em frente aos computadores – agora pratiquem alguma atividade física enquanto jogam. De fato PokémonGo faz muita gente enfrentar longas caminhadas em busca de Pikachu, Venusaur, Charizard e vários outros. Esse grupo é aquele que faz bom uso da coisa: caminham e ampliam seus círculos sociais através da troca de informações a respeito do jogo.

Já os críticos consideram os aspectos negativos. Assim, destacam que tem gente sendo atropelada e caindo em penhascos enquanto se distrai com o jogo. Mas, desconsiderando as tragédias e os acidentes relacionados ao game, realmente há quem tem enxergado o mundo muito mais através da câmera do celular do que pelos próprios olhos. É o grupo dos que fazem mau uso das coisas.

Nesse grupo estão também aqueles não ligam para o jogo em si, mas para o que ele representa sendo algo que é novidade. Ninguém precisa ser especialista em comportamento humano para identificar na multidão esses posers de PokémonGo. São os tipos que fazem questão de serem notados nos espaços públicos por estarem antenados, na moda, desfrutando de algo recém-lançado e muito desejado pelos jovens.

PokémonGo tem servido como um teste para identificar esse comportando pelas ruas. “As pessoas não conseguem encontrar a si mesmas e perdem tempo procurando Pokémons”, criticou uma brasileira atenta nas redes sociais.

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