O boom do pensamento crítico

Publicado em 20 de agosto de 2016
por Welington Gonzaga
O boom do pensamento crítico
# Critical Thinkers #
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Nunca existiram tantos pensadores e críticos no mundo como na atualidade. Qualquer indivíduo pode opinar e falar o que pensa sobre tudo. Isso se deve à internet que proporcionou o acesso à informação e, consequentemente, fez aumentar a quantidade dos chamados, em inglês, critical thinkers. O momento atual é o do boom do pensamento crítico. As pessoas buscam informações a respeito dos acontecimentos do mundo e desenvolvem suas capacidades de refletir sobre os mais variados assuntos.

O termo critical thinkers está relacionado também ao jornalismo e aos efeitos das informações no público. Tanto que num recente curso online de inglês voltado ao ensino do idioma aplicado no jornalismo, oferecido gratuitamente pela Universidade da Pennsylvania através da plataforma coursera.org, esse foi um dos primeiros termos destacados. O pensamento crítico é uma habilidade necessária tanto em quem faz quanto em quem consome produtos jornalísticos.

A popularização da web doméstica a partir da década de 1990 tornou mais democrático o acesso à informação e ao conhecimento. Em seguida, a propagação das redes sociais, notadamente do Facebook, do Twitter e do YouTube, ampliou as possibilidades de aprendizado. O crescimento acelerado do fluxo de informações aumentou ainda mais devido aos dispositivos móveis e, mais recentemente, às conexões 3G e 4G, que permitiram ao indivíduo sentir-se com uma enciclopédia ou um oráculo no bolso.

Os serviços de pesquisas, dominado pelo Google, tornaram-se referência para qualquer tipo de pergunta. Esse comportamento foi citado recentemente num artigo publicado no jornal Estadão. A jornalista Vanessa Barbara destaca, no texto intitulado “Aprendi no YouTube“, que o Google é para teorias e o YouTube é para as coisas práticas. E é assim mesmo que a maioria das pessoas usa essas ferramentas nos dias de hoje. Esse hábito contemporâneo faz com que vídeos tutoriais, que são aqueles nos quais se ensina o passo a passo para se fazer determinada coisa, estejam mundialmente entre a mais populares. A sigla DIY, que é uma abreviação da expressão em inglês Do It Yourself, ou seja, Faça você mesmo, também ganha cada vez mais popularidade no mundo virtual.

Os pontos negativos do maior acesso aos meios digitais de comunicação não tiram os méritos da relativa democratização da informação. Embora o pesquisador e escritor italiano Umberto Eco tivesse razão ao dizer que “as redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a humanidade. Então, eram rapidamente silenciados, mas, agora, têm o mesmo direito de falar que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis“, ou seja, que a internet deu voz aos ignorantes, ainda assim o conhecimento pode superpor-se à boçalidade. Há a possibilidade de se dar voz àqueles que detêm a razão, pois as vozes da web, com otimismo, ainda conseguem esclarecer assuntos nebulosos e mal interpretados

O pensamento crítico é uma das habilidades indispensáveis ao indivíduo que quer obter sucesso pessoal ou profissional na era da informação. A capacidade de pensar claramente e racionalmente sobre as coisas, compreendendo a conexão lógica entre as ideias e os argumentos, é o que determina o pensamento crítico de uma pessoa. A internet possibilita o desenvolvimento desse lado ativo da mente questionadora e, consequentemente, influencia a maneira como os indivíduos recebem as notícias e as informações da mídia. A conclusão a que se chega é que quanto melhor o pensamento crítico, melhor a argumentação do indivíduo. E que quanto mais fraco o pensamento crítico, maior a probabilidade de o indivíduo virar um hater das redes sociais, dos fóruns e dos espaços abertos para comentários.

2 Comentários

  1. Cassio Nasser disse:

    Muito boa a matéria, discernir o joio do trigo eletrônico já é um estimulo que sem dúvida alguma nos motiva a um exercício lógico. É preciso muito cuidado, preocupo muito com a idoneidade da informação e/ou o que está implícita nela. Todos estes fatores de fato nos levam a exercitar nossos critérios, o que me faz crer ser este o lado bom da questão ! Para concluir vou me valer de uma máxima, ” pense pra falar ” ainda mais nas redes sociais !

    • Welington Gonzaga disse:

      Obrigado pela visita ao blog e pelo comentário, Cassio. Realmente a gente precisa estar apurado para conseguir discernir o que é bom e o que é ruim na internet. Concordo com você em relação a pensar antes de falar, escrever ou opinar nas redes sociais. Muitas vezes as coisas tomam proporções inesperadas e afetam a gente negativamente além do esperado.

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