Personagens reais de “Stonewall”

Publicado em 6 de junho de 2016
por Welington Gonzaga
Personagens reais de “Stonewall”
# LGBT #
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O filme “Stonewall” (2015), dirigido por Roland Emmerich, mistura drama e um pouco de ficção para mostrar como surgiu o movimento de luta pelos direitos LGBT nos Estados Unidos. O ano era 1969 e Stonewall era o nome de uma boate/bar onde a comunidade gay local se reunia, na Christopher Street.

Era um período de repressão à homossexualidade — se em pleno século XXI ainda existe preconceito, imagine como era o cenário quase 50 anos atrás — e a reação dos homossexuais aos abusos da polícia de Nova York ficou conhecida como “Rebelião de Stonewall”.

“Stonewall” foi lançado em setembro de 2015 e, além de não ir tão bem nas bilheterias como merecia, recebeu uma avalanche de críticas porque os fatos históricos não são protagonizados por personagens reais. Aqueles que de fato existiram apenas aparecem como coadjuvantes e, por isso, houve até propostas de boicotes ao filme.

A história principal do filme gira em torno de Danny (Jeremy Irvine, conhecido por “Cavalo de Guerra“), um rapaz que é expulso de casa pelos pais por ser gay. É um jovem branco, de classe média e que, além das descobertas da sexualidade, está em busca de realizar o sonho do fazer uma faculdade. É um personagem interessante, mas que não existiu no mundo real.

Os personagens reais que aparecem no filme são mostrados antes dos créditos finais, com uma breve explicação sobre o destino de cada um após os eventos em “Stonewall”.

Marsha P. Johnson — Era uma drag queen e ativista da causa gay. Tornou-se cofundadora do Star, organização que ajuda jovens drag queens e transgêneros. Pouco depois do Parada do Orgulho Gay de 1992, o corpo dela foi encontrado no Rio Hudson. A princípio foi dado como suicídio, mas o caso foi reaberto em 2012 como suspeita de homicídio.
Marsha P. Johnson

Bob Kohler — Um dos pioneiros na defesa dos direitos da comunidade LGBT. Também lutava pela defesa e proteção dos animais. Tornou-se um dos fundadores da Fronte de Libertação dos Gays. Ele falou muitas vezes dos garotos de rua que começaram a rebelião de Stonewall. Morreu no ano de 2007, aos 81 anos, no mesmo apartamento em West Village onde viveu por 45 anos.
BOB KOHLER

Seymour Pine — Era inspetor no Departamento de Polícia de Nova York. Aposentou-se em 1976. Ele sempre afirmou que as batidas policiais eram um jeito de combater o crime organizado. Faleceu no ano de 2010, aos 91 anos.
SEYMOUR PINE

Ed Murphy — Desapareceu depois que Stonewall fechou. Quando reapareceu, fez uma das mais incríveis transformações da história criminal. Ele apareceu como um ativista gay e ajudou a inverter a direção da marcha para beneficiar os negócios da Village. E postumamente foi coroado marechal da Parada do Orgulho Gay, em Nova York.
ED MURPHY

Frank Kameny — Considerado uma das figuras mais importantes e significativas do movimento pelos direitos da comunidade gay norte-americana. Trabalhou arduamente para anular leis federais de sodomia e foi o primeiro a levar um caso de direitos dos gays à Corte. Faleceu em 2011, aos 86 anos.
FRANK KAMENY

Apesar da polêmica, “Stonewall” é um bom filme para quem busca compreender como era a sociedade antes da liberação gay. Os fatos ocorridos na Rua Christopher, em frente à boate The Stonewall Inn, foram precursores dos movimentos políticos em favor dos homossexuais. Podemos dizer que a “Rebelião de Stonewall” foi o embrião para as paradas gays que, hoje, acontecem mundo afora.

No final desse post você pode conferir o trailer do filme (em inglês), publicado no YouTube e disponível também no site oficial de “Stonewall”, que é www.thestonewallmovie.com. Nesse endereço é possível encontrar ainda outras informações sobre elenco e equipe de produção do longa.

DOCUMENTÁRIO — A REVOLTA DE STONEWALL
O interessados em saber mais sobre os fatos e a história real de “Stonewall” podem assistir a um documentário exibido pelo canal GNT, em 2011, e que — com autorização ou não — está disponível no YouTube. “O documentário relembra a dramática Revolta de Stonewall, quando uma súbita batida policial ocorreu em um bar GLS, provocando o que foi o maior movimento de direitos homossexuais“, diz o texto publicado no site do programa GNT Doc.

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