Rádio ONU completa 70 anos

Publicado em 13 de fevereiro de 2016
por Welington Gonzaga
Rádio ONU completa 70 anos
# Dia do Rádio #
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Em 13 de fevereiro de 1946 foram iniciadas as transmissões da Rádio ONU num estúdio improvisado, em Nova York. O mundo ainda se reerguia após a Segunda Guerra Mundial e a Organização das Nações Unidas tinha sido criada há pouco mais de três meses. E uma das primeiras decisões da ONU para promover a cooperação internacional foi a criação de uma emissora de rádio. Assim nascia a Rádio ONU. Agora, a Rádio ONU completa 70 anos de atividade.

De acordo com informações publicadas no site oficial da emissora, seus estúdios e redação estão localizados na sede da organização, em Manhattan, Nova York. Atualmente, são cerca de 60 funcionários de diversas nacionalidades, entre eles brasileiros. Diariamente são produzidas cerca de 100 reportagens, além de matérias especiais, vídeos e entrevistas em idiomas como inglês, árabe, chinês, francês, russo e espanhol. Além da Rádio ONU, o conteúdo é veiculado gratuitamente também por emissoras de todo o mundo.

O conteúdo produzido pela Rádio ONU pode ser acessado pela internet através do site oficial unmultimedia.org. O público falante da Língua Portuguesa também encontra conteúdo específico em seu idioma em unmultimedia.org/radio/portuguese. Quem dominar o inglês poderá acessar também unmultimedia.org/classics onde há um enorme acervo da Biblioteca Audiovisual das Nações Unidas. Entre as relíquias encontradas há, por exemplo, um programa narrado por Frank Sinatra, no ano de 1959, sobre a história de duas vítimas de poliomielite na Indonésia.

O rádio sofreu uma adaptação na era da informação, mas não perdeu sua importância. De acordo com a UNESCO, que é a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, dados do ano de 2013 revelavam que o rádio atingia mundialmente 95% de todos os segmentos de público. A pesquisa indicava ainda que, nos países em desenvolvimento, 75% dos lares possuíam um aparelho de rádio.

Na era digital aplicativos de smartphones permitem a audição de emissoras sem depender das ondas radiofônicas. Mesmo assim o rádio tradicional continua vivo e ativo. Até porque a conexão à internet não é tão eficiente quanto deveria ser em todas as partes do mundo. Em países pobres e em regiões isoladas do planeta, por exemplo, o aparelho radiofônico pode ser a única fonte de informação para um imenso público.

Às vésperas da comemoração do Dia Mundial do Rádio, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, divulgou uma mensagem destacando a importância do rádio em tempos de crise e de emergência. “O rádio pode ser a tábua da salvação”, disse. O chefe da ONU ressaltou também quem em situações de catástrofes naturais, o rádio é capaz de divulgar notícias e informações que podem salvar vidas.

Diante de tamanha relevância que o rádio tem para o mundo contemporâneo, a UNESCO promove todo ano um tema para ser divulgado no Dia Mundial do Rádio. Em 2016 o tema escolhido foi “O rádio em situações de emergência e desastre”. Entre as mensagens divulgadas na campanha estão: a liberdade de expressão e a segurança de jornalistas devem ser à prova de desastres; o rádio empodera os sobreviventes e as pessoas vulneráveis, cujo direito à privacidade deve ser respeitado; o rádio tem impacto social e fornece acesso à informação; a acessibilidade imediata às frequências de rádio é essencial para salvar vidas.

 

O RÁDIO NO BRASIL – Foi no início do século XX que as transmissões de rádio chegaram ao Brasil. Recife, em 1919, foi a primeira cidade brasileira a fazer uma transmissão radiofônica. Mas só em 1922, no Rio de Janeiro, é que foi instalada a primeira emissora. No ano seguinte, em 1923, Roquette Pinto e Henry Morize fundaram a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Confira a seguir o trecho de uma reportagem publicada no Portal Brasil que aborda um pouco da história do rádio no país.

Já na década de 30, surgiram as primeiras rádios comerciais, que também veiculavam publicidades de produtos e empresas. Ainda na década de 30, surge a propaganda política. César Ladeira, locutor da Rádio Record, em 1932, inaugura um programa com episódios da Revolução Constituinte, em São Paulo. Também surgem os programas de auditório com a participação popular e a Rádio Jornal do Brasil estabelece em sua programação plantões informativos. Nasce neste período a Voz do Brasil.

Em 1942 surgiu a primeira radionovela brasileira: Em busca da Felicidade. A Rádio Panamericana, de São Paulo, transformou-se em “Emissora de Esportes” e surge o radiojornalismo com o “Repórter Esso”, “O Grande Falado Tupi” e “O Matutino Tupi”.

Nos anos 60, com a Rádio Excelsior, de São Paulo, inaugura-se a programação musical e começam a operar as primeiras rádios FM. Somente na década de 70, as rádios se tornam canais abertos voltados exclusivamente para programação musical. Em 1976 surge a Radiobrás – Empresa Brasileira de Radiodifusão, com o objetivo de organizar emissoras, operá-las e explorar os serviços de radiodifusão do governo federal.

O sistema de rádios públicas começou a ser montado a partir da incorporação ao patrimônio estatal da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na década de 1930 pelo então presidente Getúlio Vargas. Dois anos antes da inauguração de Brasília, foi fundada em 1958, a Rádio Nacional Brasília. Em 1976, era criada a Nacional FM, de Brasília. A Rádio Nacional da Amazônia foi criada em 1977, em ondas curtas e cobrindo boa parte do território brasileiro com o objetivo de mostrar a Amazônia para o restante do País. A Rádio Nacional possui cinco emissoras de rádio e retransmite sua programação para centenas de emissoras espalhadas pelo Brasil.

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