Desperte seu feminismo

Publicado em 4 de Fevereiro de 2016
por Welington Gonzaga
Desperte seu feminismo
# Dica de Blog #
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No emaranhado que se tornou a internet é de se comemorar quando encontramos conteúdo verdadeiramente interessante e de qualidade na rede. Entre milhares de links, blogues e vídeos que nos cercam por todos os lados, quando de fato nos deparamos com algo inteligente e original sentimos um comichão para compartilhar em nossas redes sociais.

A descoberta valiosa desta semana é um blog chamado “Agora é que são elas“. É um blog hospedado pela Folha de São Paulo e produzido por Alessandra Orofino, Ana Carolina Evangelista, Antonia Pellegrino e Manoela Miklos. De acordo com definição do próprio blogue trata-se de um “espaço para mulheres em movimento”.

Embora tenha sido lançado no final do mês de janeiro, no dia 27, e ainda possua poucos textos publicados, é um blogue que provavelmente já entrou (ou vai entrar) na lista dos favoritos de muitas pessoas. O destaque desta semana é um texto intitulado “A Mulata Globeleza: Um Manifesto” (leia aqui), escrito por Stephanie Ribeiro e Djamila Ribeiro. As autoras fazem uma abordagem verdadeira sobre o que representa uma mulher negra e seminua dançar sensualmente durante todo o dia, no período do Carnaval, na programação da emissora mais influente do Brasil.

O próprio termo “mulata”, reverberado por apresentadores e jornalistas da TV Globo, tem uma carga simbólica que a maioria das pessoas não compreende. De acordo com o texto, “a palavra de origem espanhola vem de ‘mula’ ou ‘mulo’: aquilo que é híbrido, originário do cruzamento entre espécies. Mulas são animais nascidos do cruzamento dos jumentos com éguas ou dos cavalos com jumentas. Em outra acepção, são resultado da cópula do animal considerado nobre (equus caballus) com o animal tido de segunda classe (equus africanus asinus). Sendo assim, trata-se de uma palavra pejorativa que indica mestiçagem, impureza. Mistura imprópria que não deveria existir”.

“Agora é que são elas” por enquanto possui apenas três textos publicados, mas é uma potencial promessa para iluminar muitas mentes que ainda não compreendem o feminismo. O blogue pode ser um espaço para manifestação feminista, mas, principalmente, também pode ser uma fonte de aprendizado contemporâneo sobre o significado da luta pela igualdade de direito entre homens e mulheres.

Aliás, é bom esclarecer, que o feminismo não quer sobrepor mulheres aos homens. Embora o machismo dominante tente apresentar o feminismo como uma ameaça, não se trata de colocar um indivíduo acima do outro. Muito pelo contrário, o feminismo é uma oportunidade para dar visibilidade e respeito a todas as pessoas. O feminismo é uma via para acabar com as opressões que existem sobre todas as minorias. O feminismo é democrático!

O indivíduo que anseia por uma sociedade mais harmônica e justa deveria ser um feminista. Há homens e mulheres feministas, gays e lésbicas feministas, negros e brancos feministas, pobres e ricos feministas. Não que os sujeitos devam estar, assim, classificados e divididos em grupos. Mas tal enumeração é para destacar que somos todos iguais, independente do rótulo social que tentem nos enquadrar.

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