A sobrevivência é uma utopia

Publicado em 16 de Fevereiro de 2016
por Welington Gonzaga
A sobrevivência é uma utopia
# The Walking Dead #
0

Uma das séries de maior sucesso na atualidade voltou, no último domingo (14), do hiato de sua sexta temporada. Intitulado de “No Way Out” (“Sem Saída”, em tradução literal), o nono episódio de “The Walking Dead” retornou justamente no momento de alta tensão quando Rick e alguns dos integrantes de seu grupo tentavam deixar Alexandria após uma enorme invasão zumbi.

Para falar de uma série de TV, obviamente, não há como evitar os spoilers. Por isso, o aviso está sendo dado. – SPOILER ALERT – Justamente para evitar que quem ainda não assistiu ao episódio seja surpreendido com fatos novos da série e, consequentemente, fique sem surpresas quando vier a ver o nono episódio.

Numa das primeiras cenas Daryl, Abraham e Sasha são cercados por um grupo de motoqueiros mal intencionados na estrada. O trio está encurralado, sem saída, até que uma explosão espetacular manda os fascínoras pelos ares. Daryl prova que a bazuca é a melhor arma para portar num apocalipse zumbi. A sequência inicial é tão boa que, quem é fã da série, certamente deu replay para ver mais de uma vez a cena.

A partir da explosão inicial foi uma sucessão de emoções. Talvez o momento mais aguardado desde novembro passado tenha sido a consequência dos chamados do menino Sam pela mãe quando o grupo iniciou a caminhada em meio à horda de zumbis. Na verdade, neste retorno o suspense todo passou batido. Não houve consequência imediata alguma. Mas, pela raiva que Sam despertou nos fãs da série ao final do oitavo episódio, digamos que, poucos minutos depois, o menino teve o que mereceu. O problema é que ele levou seu clã todo junto.

A morte de Jessie abalou Rick. Mas o que o transformou de verdade foi o tiro que Carl levou no olho. O incidente permitiu também que outra personagem crescesse e aparecesse na série, a Dra. Denise. O ápice de “No Way Out” foi quando Rick levou o filho para a enfermaria e, então, decidiu enfrentar os zumbis. Aos poucos, os demais personagens foram unindo forças e combatendo os errantes.

Mas por que não fizeram isso antes? Porque não teria graça alguma. Quando se trata de seriado ou filme o espectador precisa ter consciência de que as ações são programadas, motivadas e, normalmente, acontecem no momento em que devem acontecer.

Se por um lado a união do alexandrinos trouxe um pouco de humanização para “The Walking Dead”, ao mesmo tempo pareceu desumana a cena com tantos corpos de zumbis (outrora humanos) caídos ao chão. Não fosse o apocalipse zumbi, o cenário poderia se passar por qualquer massacre, guerra ou conflito contemporâneo nos quais muitas vidas inocentes são perdidas. De certa forma parte do sucesso de “The Walking Dead” se deve justamente a isso, pois o ser humano se identifica com o caos, com a dificuldade, numa luta para manter a esperança e a união.

São os momentos de fragilidade e de dificuldade que despertam a essência heroica de cada indivíduo. Terminado o nono episódio, só nos resta desejar vida longa aos sobreviventes! Muito embora saibamos que isso seja uma utopia em “The Walking Dead”.

Reprodução: The Walking Dead

Deixe seu comentário