“Livre” mostra uma aventura em busca de si

Publicado em 10 de janeiro de 2016
por Welington Gonzaga
“Livre” mostra uma aventura em busca de si
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O que fazer quando se perde a própria identidade? Qual rumo tomar quando não se sabe reconhecer seu próprio valor no mundo? Onde reencontrar o equilíbrio necessário para a condução da vida? A resposta da jovem Cheryl Strayed para essas perguntas estava em trilhar a PCT (Pacific Crest Trail), uma famosa trilha de 4.260 quilômetros que existe nos Estados Unidos. A caminhada começa na fronteira com o México e se estende até os limites do país com o Canadá.

Cheryl (Reese Whitherspoon) é uma feminista. Não dessas militantes que queimam sutiãs, mas dessas mulheres que têm autonomia sobre seu corpo. A inspiração, mesmo que descoberta tardiamente, vem da mãe Barbara “Bobbi” Grey (Laura Dern), que abandonou o marido alcoólatra para criar Cheryl e o irmão ainda pequenos. “Livre” é uma história baseada em fatos reais, inspirada no livro “Livre – A jornada de uma mulher em busca do recomeço” que foi um grande sucesso, inclusive figurando na lista dos mais vendidos do The New York Times.

Em 2014, a história foi levada para os cinemas, com direção de Jean-Marc Vallée. Um dos acertos do filme está em mostrar as paisagens norte-americanas que saem do clichê. Afinal, os Estados Unidos divulgam (e muito bem) suas paisagens construídas pelo homem, em demonstração de seu desenvolvimento, poder e riqueza. Mas o país tem também suas belezas naturais, que muitas vezes ficam escondidas. São florestas, reservas naturais e desertos belíssimos. Sob esse ponto de vista, “Livre” é um passeio. O espectador terá a impressão de que é a única companhia da aventureira, com exceção, vez ou outra, de quando ela encontra com outros trilheiros pelo caminho.

Há uma mistura de tempos na maneira de contar a história. Aos poucos a personagem vai sendo apresentada e, assim, quem assiste vai compreendendo seus sentimentos, seus fantasmas e suas tomadas de decisões. Mas o filme exige atenção do espectador para que não faça julgamento antecipado da moça. São 115 minutos de sede, fome, solidão e muitas outras privações. E quem concluir essa jornada de quase duas horas, como prêmio assistirá aos créditos finais exibidos ao lado de fotos da personagem real que inspirou o filme: Cheryl Strayed.

Assista ao trailer divulgado pela Fox Film do Brasil:

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