7 observações do segundo episódio de “Scream”

Publicado em 11 de julho de 2015
por Welington Gonzaga
7 observações do segundo episódio de “Scream”
# Pânico #
1

Os fãs certamente não ficaram frustrados ou decepcionados com o segundo episódio de “Scream – The TV Series“. Ao longo de quase 40 minutos de duração, a tensão foi aumentando gradativamente e teve seu ápice – SPOILER ALERT – quando, no final, o assassino telefonou para Emma Duval (Willa Fitzgerald).

Veja outros pontos que chamaram a atenção:

1) INTERNET DESBANCA A TV – No filme original, “Pânico“, de 1996, a repercussão dos atos do serial killer era garantida pelas emissoras de TV. Woodsboro foi destino dos carros de reportagem de praticamente todos os canais de televisão. Agora, na série de TV, a presença das emissoras é irrelevante, coadjuvante, sem destaque. O burburinho acontece mesmo é na internet. São os novos tempos!

2) SMARTPHONES E REDES SOCIAIS – O que seria das redes sociais se não existissem os smartphones? E esses aparelhos estão com tudo nesta série. Aparecem em muitas cenas. A protagonista chega a ostentar um iPhone nos corredores do colégio. Mas o modelo da Apple não é o único que aparece em destaque. E diferente da década de 90, agora, com a popularização dos celulares, o assassino pode ligar para suas vítimas em qualquer lugar. Mais emoção, correria e perseguição.

3) APPLE – A indústria do entretenimento norte-americana vende o american way of life. Tecnologia, design, produtos inovadores também ajudam a supervalorizar e impor a cultura norte-americana. E neste contexto, uma das marcas mais valorizadas é a da maçã. Mas será que a Apple paga ou cobra algum valor a cada vez que um de seus produtos aparece num seriado, filme ou programa de TV?

4) DOLLY ZOOM – Há uma cena em que a mocinha, no final do expediente de trabalho, foge assustada de um beco escuro. Quando está correndo há um movimento de câmera que é sensacional, cinematográfico. O nome técnico deste movimento é Dolly Zoom e consiste na percepção da profundidade de campo por quem assiste. O efeito parece uma vertigem e foi classicamente usado no filme “Um Corpo que Cai“, de Alfred Hitchcock, em 1958. Nada mal para uma série que faça tantas referências a filmes. É rápido, mas perceptível e pertinente.

5) WALKING DEAD – É apenas uma das várias referências e metalinguagens da série, mas não deixa de ser interessante. E um personagem que lembra muito o Sheldon Cooper, de The Big Bang Theory, faz parte do diálogo. Pertinente de novo!

6) FACEBOOK É COISA DE VELHO – Quem faz a afirmativa não chega a ser uma personagem de muita credibilidade, mas ainda assim sua fala é considerável. Emma, a protagonista, diz: “Alguém me ligou e falou sobre como fingimos ter vidas perfeitas online, no Instagram e no Facebook“. Uma das amigas responde: “(Quem te ligou) Deve ser velho se acha que ainda usamos Facebook“. Ninguém questiona a afirmação, o que nos leva a crer que o Facebook será o novo Orkut.

7) UM ASSASSINO, MUITAS VOZES – Cada vez que o assassino liga para uma vítima em potencial, ouve-se uma voz diferente. Ora parece voz feminina, ora masculina. Nos próximos episódios talvez até haja revelação de um novo aplicativo, disponível na App Store ou na Google Store, capaz de deixar a voz ao gosto do usuário.

Um Comentário

  1. Pingback: Não entre em pânico!“Scream” voltou com 2ª temporada! Blog do Welington Gonzaga

Deixe seu comentário