Novas maneiras de ver TV

Publicado em 16 de junho de 2015
por Welington Gonzaga
Novas maneiras de ver TV
# Streaming & OnDemand #
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Como seus avós assistiam à TV? Como seus pais assistem à TV? Como você assiste TV? Já parou para pensar que são maneiras completamente diferentes? Desde o advento da internet as novas gerações passaram a desenvolver uma relação diferente com a televisão. Tanto é verdade que a mudança de comportamento levou a internet para dentro das TVs, as chamadas Smart TVs.

Essas TVs inteligentes pouco têm a ver com as antigas TVs de tubo. Estão cada vez mais parecidas com computadores do que com televisão. Hoje é possível ler emails, acessar sites, fazer ligações, jogar, enfim, há inúmeras maneiras de interagir com o equipamento da sala (da cozinha, do quarto ou até do banheiro).

O barateamento da banda larga também facilitou novas interações com a TV. A conectividade é tamanha que é possível enviar informações do notebook para a TV, usar o celular como controle remoto, espelhar a imagem do tablet na tela grande da televisão, etc. Com tantos recursos acaba faltando tempo disponível para usufruir as tecnologias por completo. Alguns reclamam ainda da falta de dinheiro para acompanhar tamanha modernização, pois cada lançamento parece tornar a TV que se tem em casa rapidamente obsoleta.

O modelo de TV tradicional esperneia-se para acompanhar a mudança de comportamento da audiência. Pesquisas têm mostrado que cada vez o público gasta mais horas conectado à internet e menos tempo comportando-se passivamente diante da programação das emissoras.

Numa tentativa de promover a interatividade, muitos programas se limitam no uso de hashtags ou na exibição de vídeos e mensagens dos telespectadores no ar. Mas o que a audiência quer (ainda que de maneira inconsciente) é conteúdo de qualidade – mesmo que exista subjetividade da definição do que é subjetivo ou não.

A velocidade do mundo mudou, ou melhor, aumentou consideravelmente. As barreiras e distâncias geográficas perderam a importância que tinham no passado. Se um programa de TV, por exemplo, faz sucesso do outro lado do oceano, rapidamente ganha popularidade em diversos países estrangeiros. Algumas emissoras aproveitam esse fenômeno de maneira preguiçosa, apenas importando formatos. Surgem com isso versões de reality shows e musicais, como o The Voice Brasil por exemplo.

E não é apenas a TV tradicional que se adapta a uma nova realidade. Os serviços de streaming e vídeos on demand têm permitido uma nova experiência audiovisual aos usuários. Os lançamentos de séries exclusivas, por exemplo no Netflix, são feitos em escala global e têm um preço bastante acessível. Além de evitar a pirataria, o lançamento mundial e simultâneo de um produto audiovisual gera um buzz na rede que alavanca ainda mais a audiência. Há outro ponto positivo: a TV agora pode ser assistida no computador, no tablet e até no celular. A TV ganhou mobilidade e cabe no bolso. Até mesmo canais de TV por assinatura aderiram aos aplicativos e passaram a disponibilizar sua programação ao vivo simultaneamente via satélite e via streaming.

No Brasil, os canais Globosat foram um dos pioneiros neste novo modelo. Através do aplicativo Globosat Play, os assinantes dos canais Multishow, SporTV, Globo News, GNT, Bis, Canal Off, Canal Brasil, Viva e Gloob podem ser assistidos ao vivo. O acesso depende da assinatura de um pacote de TV paga. Ainda que não pareça democrático,  não deixa de ser uma nova era para a televisão.

 

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