Faz bem fazer o bem

Publicado em 14 de junho de 2015
por Welington Gonzaga
Faz bem fazer o bem
# Crônica #
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Na vida a pessoa colhe o que planta. Toda ação tem uma reação. O futuro depende do hoje. Essas são frases que reforçam a ideia de que as coisas do mundo estão interligadas e que cada indivíduo é responsável por seus atos e por suas decisões.

Quem mora num país corroído pela corrupção, onde as instituições são falhas e o ser humano parece não ser naturalmente ético, tem todo o direito em não acreditar nessa, digamos, balela. Mas para os otimistas ainda é possível crer que quem planta o bem depois pode colher bons frutos.

Nesta semana, por exemplo, uma história verídica reforçou essa tese.

Ao comprar numa loja de produtos para animais de estimação, um rapaz dirigiu-se ao caixa e foi atendido por um senhor. Com a lentidão natural da idade avançada, o senhor começou a somar os produtos que o rapaz havia colocado sobre o balcão. Tentando mostrar-se rápido com os números, o senhor falou o valor da compra: R$ 13,90.

O rapaz, que já tinha antecipado o mesmo cálculo de cabeça, sabia que o valor cobrado pelo senhor estava errado. “Dois petiscos, uma lata de patê e dois sachês de carne para gatos custam R$15,90”, pensou.

Diante da situação o rapaz tinha duas opções: pagar menos que o devido ou pedir para o comerciante refazer as contas. Solicitou, então, para o senhor somar mais uma vez, pois achava que o valor seria R$ 2,00 mais caro.

Foi quando o senhor percebeu o equívoco. Chegou até a agradecer ao rapaz pela correção. Mas a conversa terminou ali, com o pagamento correto, e ambos terminando a segunda-feira felizes. O rapaz ainda tinha a satisfação da consciência tranquila.

Três dias depois, quase no mesmo horário do fato ocorrido na segunda-feira, o rapaz passou na mesma rua. A loja desta vez já estava fechada, pois o senhor havia encerrado o expediente um pouco mais cedo. Quando o rapaz passava exatamente em frente ao estabelecimento, um vento bateu sobre um pedaço de papel que voou e veio ao seu encontro, parando sob seus pés.

O rapaz abaixou-se para pegar e ao aproximar a mão do papel percebeu que se tratava de uma nota de R$ 2,00. Era exatamente o valor que havia deixado de receber por vantagem no início da semana.

Entre vários pensamentos que teve naquela hora, um deles foi de que quem é justo com o próximo, mais cedo ou mais tarde, é gratificado por isso. Afinal, fazer o bem sempre faz bem.

 

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