Semana do Oscar: “Nebraska”

Publicado em 1 de Março de 2014
por Welington Gonzaga
Semana do Oscar: “Nebraska”
# Cinema #
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Entre os nove indicados ao Oscar de melhor filme neste ano, “Nebraska” (veja o trailer) talvez tenha sido o que menos apareceu na mídia. Mas o longa, dirigido por Alexander Payne (de “Os Descendentes“), não é prejudicado pela pouca publicidade dada. Na verdade, a menor divulgação torna o filme até mais surpreendente que seus concorrentes à estatueta. Afinal, se por um lado o destaque em sites, jornais e revistas ajuda a atrair público para o filme, por outro, deixa a história (de alguma maneira) previsível para o espectador.

“Nebraska” traz o ator norte-americano Bruce Dern, aos 77 anos, numa atuação primorosa como Woody Grant. Ele está tão bem no papel que é um dos indicados ao Oscar de melhor ator. Aliás, ao todo, o filme disputa em seis categorias: melhor direção, melhor atriz coadjuvante (June Squibb, que dá vida à Kate Grant, esposa de Woody), melhor roteiro original, melhor fotografia, (e já citadas) melhor filme e melhor ator.

Woody Grant é um homem de idade avançada e com sinais de caduquice. Ao receber pelos Correios uma carta dizendo que seria o ganhador de um milhão de dólares, Woody acredita. Seu objetivo de vida, apesar das suas limitações, passa a ser buscar o prêmio. Embora a família o alerte de que se trate de uma propaganda “picareta”, Woody não desiste. O filho caçula (Will Forte) – que anda infeliz pessoal e profissionalmente – decide levar o pai até Lincoln, no Estado de Nebraska. Começa, então, uma viagem de cerca de 1.200 quilômetros marcada principalmente pelas relações familiares. E, como um road movie, “Nebraska” vai além da ideia de que a estrada pode transformar as pessoas. Uma viagem pode fazer muito mais que isso!

“Nebraska” é todo rodado em preto e branco. E essas cores, o preto e o branco, além de proporcionarem uma fotografia muito precisa (realmente merecedora do Oscar), dão ainda mais identidade ao filme. É uma obra para ser vista outras vezes ao longo da vida e, pela sua essência, seria o grande merecedor do Oscar de melhor filme.

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