Camille Claudel 1915

Publicado em 8 de março de 2014
por Welington Gonzaga
Camille Claudel 1915
# Cinema #
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8 de março é o Dia Internacional de Mulher. Ótima oportunidade para assistir a filmes que retratam a vida de mulheres importantes da história. De Coco Channel (em “Coco Antes de Channel)” a Margareth Thatcher (em “A Dama de Ferro“), o que não faltam são opções. Uma sugestão é o filme “Camille Claudel 1915” (veja o trailer).

Mas quem foi Camille Claudel? Foi uma escultora francesa que viveu entre 1864 e 1943 (veja um pouco da obra e biografia no site da Associação Camille Claudel). Mas Camille Claudel foi uma mulher cujos ideais e pensamentos estavam à frente do seu tempo. Desde a infância, Camille demonstrava habilidades para as artes. Embora tivesse apoio do pai, a mãe era contrária ao talento da filha. De personalidade forte, Camille saiu de casa aos 17 anos para estudar em Paris. Teve como mestre Auguste Rodin, que, em 1885, a admitiu como aprendiz em seu ateliê. Camille Claudel foi uma grande colaboradora da obra do famoso Rodin. Além do trabalho, os dois acabaram tendo um caso amoroso. Mas, Rodin tinha outra namorada e, ao fim, preferiu não ficar com Camille. Ademais, críticos compararam negativamente a obra dela com as de seu ex-amante. Havia até acusações de que ela não seria autora de seu próprio trabalho.

Depressiva e triste, Camille decidiu se afastar de Rodin. O que antes era amor acabou transformando-se em ódio. Psicologicamente abalada, Camille Claudel começou a apresentar sinais de desequilíbrio. De 1898 a 1913, seu estado só piorou. Em 10 de março de 1913, Camille Claudel foi internada pela família num hospício.

O filme traz um recorte da vida da artista no ano de 1915, quando já estava no manicômio. E o que o espectador vai perceber é que Camille Claudel não aparentava estar louca como as demais internas – isso porque (acredito que) o filme traz uma visão da própria personagem sobre a sua condição. Seu mais evidente sinal de desequilíbrio seria a mania de perseguição, ao ponto de querer cozinhar a própria refeição com medo de ser envenenada. Juliette Binoche é quem dá vida à Camille Claudel nesta obra dirigida por Bruno Dumont. A atriz está muito bem no papel!

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