O “Hellboy” de Guillermo del Toro

Publicado em 12 de fevereiro de 2014
por Welington Gonzaga
O “Hellboy” de Guillermo del Toro
# Cinema #
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Foi uma reportagem sobre o cineasta e escritor mexicano Guillermo del Toro, publicada numa revista de cinema, que despertou em mim o interesse na obra do diretor. Além de “Mutação” e de “O Labirinto do Fauno”, a filmografia em destaque na mesma revista trazia “Hellboy” como um dos filmes bem avaliados.

A produção, lançada nos cinemas no ano de 2004, é baseada nas histórias em quadrinhos do personagem de mesmo nome criado por Mike Mignola. Nos Estados Unidos, os quadrinhos são publicados pela Dark House Comics desde 1994 (ano de lançamento de Hellboy: Seed of Destruction).

Hellboy (interpretado por Ron Perlman) é um demônio que chega ao planeta dos humanos no ano de 1944. Durante um experimento que mistura magia negra e ciência, um portal é aberto e, de outra dimensão, surge Hellboy. Ainda pequeno, o demônio é adotado pelo professor Trevor Broom (John Hurt). Quando adulto, Hellboy passa a trabalhar como agente secreto numa divisão do FBI que tem o objetivo de combater ameaças sobrenaturais.

Embora possa ser visto como puro entretenimento, o filme proporciona algumas reflexões. Primeiro: a possibilidade de governos e órgãos oficiais manterem secretos alguns fenômenos extraterrenos que não são explicados cientificamente (como ocorrências ufológicas, por exemplo). Segundo: a capacidade de a criação e a convivência humanizarem até mesmo um demônio que teria como destino principal causar o Apocalipse.

E embora viva certo conflito de identidade – tanto que serra o par de chifres que, como demônio, seria normal que ostentasse no topo da cabeça – Hellboy possui comportamento humanizado. É bem humorado e irônico, porém, ao mesmo tempo, manifesta até sentimentos como ciúme e compaixão (principalmente pelos gatos), além de ser apaixonado por Liz Sherman (Selma Blair). Mas o demônio não é o único personagem interessante do filme. Destaque, principalmente, para os seres Abe Sapien (Doug Jones) e Sammael (Brian Steele).

“Hellboy” é bom, mas não a ponto de despertar (imediatamente) a vontade de assistir a “Hellboy II – O Exército Dourado” (também dirigido por Guillermo del Toro). Acho que vou esperar o lançamento de “Hellboy 3” para fazer uma sessão única em casa – embora esse último ainda não passe de uma intenção do diretor. Quem sabe até o dia 22 de março deste ano (data que a Dark Horse Comics declarou oficialmente como Hellboy Day, por conta da comemoração do 20º aniversário de lançamento da primeira revista do herói) exista alguma novidade…

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