O ladrão (de raios de criatividade) é o autor

Publicado em 23 de janeiro de 2014
por Welington Gonzaga
O ladrão (de raios de criatividade) é o autor
# Crítica #
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Imagine o seguinte resumo para uma história que foi publicada como uma série de livros e, posteriormente, adaptada para o cinema: um menino que acreditava ser como outro qualquer da sua idade descobre, então, que possui poderes especiais. O jovem também busca respostas sobre quem é seu pai e/ou sua mãe. Ao descobrir quem realmente é, acaba sendo enviado para um local mágico – voltado às crianças e aos adolescentes iguais a ele – e, lá, descobre que é ainda mais especial que os demais. O garoto também entra numa grande aventura (ao lado de um novo amigo e de uma nova amiga) para desvendar mistérios de um universo repleto de fantasias.

A qual história esse resumo faz referência? Qual seria o nome do personagem principal dessa história? Muita gente talvez responda Harry Potter, porém, não se trata do famoso bruxinho. O herói infanto-juvenil em questão é Percy Jackson! Um garoto que, na verdade, é um semi-deus, filho de Poseidon.

No período de lançamento do primeiro livro da série — intitulado de “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” — a semelhança desta história (principalmente o seu formato) com aquelas escritas pela britânica J. K. Rowling (autora de Harry Potter) foi motivo para comparação e muita polêmica. O criador de Percy Jackson, o norte-americano Rick Riordan, chegou a ser muito criticado. Na época, ele defendeu-se dizendo que seu personagem havia surgido a partir de histórias mitológicas criadas para contar ao seu filho caçula. Mas existiam controvérsias! O mesmo Rick Riordan, diante das acusações de plágio, disse que J. K. Rowling havia estabelecido um novo padrão para a literatura infanto-juvenil (e ele estaria simplesmente seguindo esse tal “novo padrão”), mas que Percy e Harry seriam crianças muito diferentes em mundos também muito diferentes.

Se Rick Riordan bebeu na fonte de J. K. Rowling ou não, a gente nunca vai saber (pois o autor, provavelmente, jamais irá assumir que tenha copiado rigorosamente tal fórmula ou modelo de composição) — e talvez isso não seja o mais importante. O fato é que ambas histórias têm muitos fãs ao redor do mundo e possuem, sim, suas qualidades e individualidades.

UM DESTAQUE DO FILME — O momento em que Uma Thurman surge na tela como Medusa (aquela com cabelos de serpentes) é um dos melhores da adaptação de “Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios” para o cinema. É tão cativante que, no finalzinho, mereceu uma cena extra logo após os créditos do filme.

Um Comentário

  1. Muito bom o livro eu li e amei bom post !

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