Transmissão “ao vivo” pode ser
cômica e constrangedora

Publicado em 22 de abril de 2013
por Welington Gonzaga
Transmissão “ao vivo” pode ser <BR>cômica e constrangedora
# Acidente com Ana Maria #
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Trabalhar na TV tem seus desafios. Um deles é evitar erros e contratempos nas transmissões ao vivo. A ausência de edição, neste caso, além de evidenciar falhas técnicas, pode sujeitar quem está em frente às câmeras a momentos de enorme tensão. Há diversos exemplos que são engraçados para quem assiste, mas, ao mesmo tempo, constrangedores para quem tem a infelicidade de protagonizar a cena.

Na manhã desta segunda-feira (22) aconteceu um desses clássicos imprevistos da televisão brasileira. A apresentadora Ana Maria Braga, do programa “Mais Você“, da Rede Globo, foi derrubada (quase atropelada) por um carro (assista aqui).

O acidente ocorreu logo após a apresentadora mostrar a tecnologia presente num carro que se locomove sozinho, sem a necessidade de um condutor. Após a demonstração bem sucedida, Ana Maria desceu do veículo, que ficou com a porta aberta. Quando a apresentadora se dirigia para mostrar o computador que fica no porta-malas do veículo, ela foi atingida nas costas pela porta do carro que desceu de ré. A direção do programa, então, chamou os comerciais rapidamente. No bloco seguinte, a apresentadora não apareceu, pois ainda estava se recuperando. Só mais de 10 minutos depois é que Ana Maria Braga voltou a entrar no ar, ao vivo.

Esse acidente (sem final trágico, ainda bem) mostra os imprevistos envolvidos numa transmissão ao vivo. Tal fato também trouxe à tona lembranças da minha primeira experiência com telejornalismo ao vivo. Em fevereiro de 2009, durante a cobertura do Carnaval de Guaxupé, uma entrevistada me pegou de surpresa. Eu perguntei a ela o que estava achando da festa. Como resposta ela disse que estava boa, mas, de repente, começou a fazer comparações com o Carnaval organizado pela gestão municipal anterior (usando palavras censuráveis). Aí, complicou! Minha reação mais rápida foi tirar o microfone da entrevistada. Afinal, o objetivo daquele momento não era classificar e comparar os carnavais.

Mesmo que exista muito planejamento e muita concentração da equipe envolvida no trabalho, algumas falhas acontecem. O desafio de evitar essas falhas é que proporciona a adrenalina e a emoção do “ao vivo”. Mas, quando os erros acontecerem, a melhor alternativa é humanizar a situação e agir naturalmente. O bom profissional também não deve, nunca, deixar seu entrevistado ou convidado constrangido.

Ah! Ana Maria Braga está bem!

Um Comentário

  1. Welington Gonzaga disse:

    O momento do acidente pode ser visto nesse vídeo do YouTube:

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