Animal contra animal

Publicado em 26 de abril de 2013
por Welington Gonzaga
Animal contra animal
# De olho na rua #
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No dicionário existem quase dez definições diferentes para a palavra “animal”. No título deste texto aparecem duas delas. A primeira tem sentido pejorativo e é usada quando se quer referir a uma pessoa cruel, desumana. A segunda (que é o uso mais comum) significa o ser vivo organizado, com sensibilidade e capacidade de locomoção – serve para qualquer ser vivo que respire neste planeta.

Seria menos triste se fosse o contrário. Se “animal contra animal” significasse animais (gato, cavalo, galinha, cachorro, gente…) combatendo pessoas cruéis.

Este texto é escrito após um lamentável acontecimento, no município de Guaxupé, no Sul de Minas. Uma denúncia foi publicada no Facebook dando conta de que um cachorro foi envenenado numa das principais avenidas da cidade. Soa como um crime comum, banal, mas não é. Testemunhas teriam dito, ainda, que um homem, provavelmente um funcionário público municipal – já que estaria num carro pertencente à frota da prefeitura – seria o responsável por jogar o “bolo de carne” com veneno para o cão de rua. Quem presenciou a agonia do animal ficou indignado e resolveu publicar (na rede) as fotos do incidente. Há também um vídeo do cachorro agonizando. A partir daí dezenas de pessoas compartilharam, curtiram e comentaram o fato. A repercussão (negativa) foi imediata, chegando a virar caso de polícia e pauta nos veículos de comunicação local.

Denúncia feita no Facebook teve, em pouquíssimo tempo, mais de 75 curtidas e quase 150 comentários

Denúncia postada no Facebook recebeu, em pouquíssimo tempo, mais de 75 cliques na opção “curtir” e quase 150 comentários

Independente de quem tenha sido o autor (ou os autores) do crime – seja alguém num carro oficial do município, num veículo da presidência da república ou até no papamóvel – tal crueldade deve realmente ser reprovada.

Cabe dizer, porém, que a mesma comoção seria bem-vinda quando os animais ainda estivessem vivos, abandonados nas ruas, com sede e com fome. A crueldade revolta muita gente, mas, infelizmente, isso dura pouco tempo. Para que crueldade similar não volte a acontecer, é necessário pedir ações concretas de ONGs, de autoridades e de pessoas com boa vontade para que o abandono de animais vire coisa do passado.

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